Multiplicidade: Programação de 2011 reúne muitos formatos e diversos nomes locais

 

Impossível falar de Juiz de Fora e não exaltar a cidade que guarda em sua história um pouco da história nacional. Cidade de tradições, pioneirismo e multiplicidade. E é exatamente desse perfil que a Hiato – Ambiente de Arte extraiu sua programação de 2011. O resultado visa traçar a produção atual, mapeando diversas linguagens, discursos e expressões.
O edital da segunda edição da mostra Carne Fresca inaugura a programação de 2011 da Hiato – Ambiente de Arte, ainda em março. Em seguida, durante o mês de abril, gravuras do pintor juiz-forano Dnar Rocha, apresentam uma retrospectiva que abre a agenda expositiva da galeria. As imagens, inéditas, fazem parte do acervo de Petrillo, artista plástico, galerista e amigo íntino de Dnar.
No mês seguinte, os ceramistas Adriana Lopes, Júlia Vitral, Wagner Fortes, Norma Marchetto e Kátia Lopes apresentam a Mostra de Cerâmica, com diversos formatos e técnicas, capazes de confirmar a prolífica produção ceramista na cidade.
Em junho, a galeria apresenta os artistas selecionados para o Carne Fresca, e em seguida, uma retrospectiva da carreira dePetrillo ocupará o espaço. A exposição contará com as diversas fases e trabalhos do artista, que no mesmo período ocupará o Espaço Cultural dos Correios com seus novos trabalhos.
Durante o mês de agosto Wagner Fortes, Elisandro Calheiro, Sérgio Sabo e Adauto Venturi integram coletiva cujo objetivo é apresentar as mais recentes pesquisas desses artistas, cujas linguagens e discursos são bastante diferentes, apesar de exercerem estéticas semelhantes.
Ricardo Cristofaro, artista e diretor do Instituto de Artes e Design da UFJF, ocupa a galeria no mês de setembro, também em mostra inédita. Outro artista local, Eduardo Borges apresenta, em outubro, aquarelas expostas pela primeira vez. E, para fechar o ano, a Hiato prepara um bazar de arte, cuja intenção é apresentar obras de diversos artistas a preços acessíveis.
Uma das poucas galerias de iniciativa privada na cidade, a Hiato pretende aproveitar a boa fase das artes plásticas na cidade, que historicamente, projetou artistas e produziu inúmeros movimentos de efervescência e relevância cultural.
 
Mauro Morais